Depoimentos

LEONARDO BAROLO GARGIULO – 3ª SÉRIE B – 2014

Ensinar é muito mais que dar aulas e dar respostas: ensinar é ser professor.
E professor é aquele que não caminha a frente do aluno, mas ao lado, e assim abre seus olhos para a resposta, que ao fim parece tão óbvia.
Professores, mais uma vez vocês abriram meus olhos para o óbvio. A fita em meu punho não mente: o pulso que sinto não é meu e nem de 65 – é muito mais do que isso. Sinto, também, a ansiedade e nervosismo de meus professores. E isso me tranquiliza.
Um querido professor disse que emitíamos uma luz incrível, mas eu discordo. Nós, como a maioria das coisas visíveis, só refletimos luz. Se essa luz que refletimos é incrível, os únicos responsáveis por isso são nossos fantásticos professores, que emitiram essa luz incansável e apaixonadamente ao longo desses anos todos. E tenho certeza que vamos continuar brilhando através dela.
Quem fez do inferno amarelo uma casa não fomos nós, alunos-irmãos, mas vocês, professores-pais.
Por isso quero agradecer e me desculpar por todos Abraços que não dei, fotos que não tirei e apreço que não demonstrei: as vezes a admiração cria uma barreira estranha.
Mas saibam que quando nós, alunos, formos dançar a última e iminente dança sozinhos, saberemos que estamos mais acompanhados que nunca. Nós já sabemos.
Enfim chegamos ao nosso ponto mais alto.
Chegamos ao nosso Vértice.

STEPHANIE DEJEAN – 3ª SÉRIE B – 2014

Enfim, chegamos à linha final.
Com uniformes desbotados, neurônios queimados e cansaço além do normal. Vamos embora com a nossa mochila vazia de livros e cadernos, mas cheia de histórias pra contar. Passaram-se três anos. Todo mundo mudou e amadureceu, saímos com a certeza de estarmos diferentes. O primeiro, o segundo e o terceiro ano se passaram.
E agora, o que será de nós?
Sabemos que além daquele portão um mundo inteiro espera e exige de nós o sucesso digno. Dá um certo medo ao lembrar de todas as responsabilidades que cairão sobre nossos ombros, dá vontade de voltar no tempo, começar tudo de novo, não pra fazer diferente mas pra prolongar um pouco mais e quem sabe tornar eterno o momento que foi o melhor das nossas vidas. Tentamos não ver, disfarçamos a dor que sentiríamos enquanto pudemos, mas o fim chegou.
É impossível não sentir medo do futuro e de não conseguir que todos os nossos sonhos sejam realizados, mas nós carregamos a vantagem de termos aprendido com os MELHORES. Mais do que resolver equações impossíveis e elaborar dissertações polêmicas, aprendemos a construir um futuro. Aprendemos com quantas listas se perde um feriado e com quantos alunos se forma uma família. Aprendemos a lidar com as diferenças, à sobreviver às notas baixas, à entender que nem sempre se ganha. Aprendemos a dividir uma história linda, a sermos protagonistas da nossa e à fazermos participações especiais nas histórias vizinhas.
Tantas e tantas vezes nos sufocamos que não aguentávamos mais, mas tenho certeza de que sentiremos falta quando amanhã dermos conta de que aquele emblema de “eterno”, tornou-se apenas uma parte enorme de nós a ser guardada numa caixinha em algum lugar da nossa memória. Sentiremos falta do calor insuportável, das aulas intermináveis, dos rostos conhecidos e da sensação de estar em casa, rodeado de gente com o mesmo sangue. Sem dúvida fomos isso: Família. Alguns irmãos e outros primos distantes, mas ainda assim família lutando junto pelo mesmo ideal.
Eu percebi que o individualismo do mundo lá de fora não era capaz de ultrapassar os muros amarelos da nossa casa e nós fomos encontrando um jeito de dar força um ao outro e de continuar sempre, e assim vamos longe. É, eu tenho orgulho de dizer, fui aluna do colégio amarelo.

CAROLINE HOULY – 3ª SÉRIE B – 2014

Ai tempo… Você foi tão injusto! Resolveu acelerar na melhor parte da vida. Voou sem piedade, sem se importar com o mutirão pedindo que você se acalmasse. Chegamos onde você queria, na tão indesejada despedida. Pois é, tempo… Vamos dizendo adeus aos nossos pais adotivos e aos nossos irmãos de criação. As lágrimas escorrem e o coração dói de tão apertado que fica. Parte dele acelera, ansioso por um futuro brilhante, e parte dele morre, triste por deixar pra trás pessoas tão amadas.
É… O ano passou rápido demais. Gostaria que ele se transformasse em uma fita cassete que eu pudesse rebobinar pra viver tudo outra vez… Mesmo que isso não seja possível, 2014 será eternamente lembrado, com muito amor e muitos sorrisos! Levaremos as memórias do mundo amarelo para o resto da vida e carregaremos conosco todos os ensinamentos dos grandes mestres que passaram por nosso caminho. A melhor sensação do mundo é poder dizer que fiz parte de uma história tão bonita, que foi muito mais além do que uma preparação para o vestibular. Crescemos juntos, por dentro e por fora. Mas, como todo filho que cresce, vamos embora de casa. O que nos confortou foi ouvir que as portas do mundo amarelo sempre estarão abertas para nós e que as pessoas que amamos tanto estarão de braços abertos para dar aquele abraço apertado e matar a saudade que já cresce cada dia mais.
Nesses últimos segundos de Vértice, sinto como se passasse um filme dentro da minha cabeça, que contasse uma história de 9 anos em um piscar de olhos. Inacreditável como passou tudo tão rápido. Mais inacreditável ainda é como tudo foi tão intenso. Sempre disseram que o terceiro forma uma família, mas jamais pensei que seria algo tão forte. Tão forte, que causasse engasgos em discursos. Tão forte, que fizesse os corações mais duros amolecerem. Tão forte que fizesse do amarelo a cor mais amada.
Vértice. Tão criticado por ser rígido, tão estereotipado como colégio de nerds, tão amarelo, tão Vértice. Só quem viveu ali sabe o que é ser Vértice. Não, não somos normais. Somos extremamente diferentes, somos uma bolha. E não pense você que isso seja ruim. Foi dentro dessa bolha que criamos laços tão fortes e aprendemos a dar valor ao que se tem. Aprendemos a dar valor à educação e ao estudo, ao professor e às pequenas conquistas, como sair de uma recuperação, passar de ano sem final ou virar “mais mais”. Foi nessa mesma bolha que conhecemos as melhores pessoas do mundo, adquirimos princípios e nos tornamos adultos. Nada melhor do que ser Vértice. Nada melhor do que ter feito parte da família Vértice e poder abrir os braços pra um mundo novo, sabendo que estamos oferecendo o melhor de nós mesmos. E devemos tudo isso a grandes heróis incansáveis, que além de um milhão de listas, nos deram a oportunidade de sermos mais humanos, de criarmos a nossa própria identidade. Foram esses grandes heróis que caminharam conosco até aqui, que nos fizeram dar o nosso melhor sempre e nunca desistir.
Agora nem parece fazer muito sentido uma vida sem eles. Sem “assim você vai virar um queijinho japonês!”, “vai pessoas, trabalhaaa!!! TRABAAAAAALHA!!!”, “tchop tchura?!”, “Há vida nessa sala??? A morte nos ronda!”, “foi o samba do criolo doido!!!”, “MALANDROVSKI!!!!!”, “Brinadeirinha pra hoje!”, “vai ter que comer muito capim ainda…”, “lê ai garota shopping center!”, “eu vou dar uns kung fu na testa!”, “minha auto estima tá la em cima desde que entrei aqui!”, “um rrrrrrrrrraio rrrrrrrrrrasante”, “vamos lá, meninos!!!!”, “Ah!!! Essa veio da Alemanha também…”, “aluninhos queridos!!”, “cê entendeu?!”, “SEJE?!”, “ai eles foram lá e você ja entende o que acontece certo?”, “solid as rock!!!” (Sei…kkk), “a rasgola saca!”…

Não parece fazer sentido e nem consigo imaginar como será daqui pra frente… Viveria a vida inteira no terceiro, se fosse permitido… Mas, chegou a hora de crescer e ter a chance de poder fazer algo tão importante para o resto mundo como vocês, professores, fizeram por mim. Espero conseguir chegar perto de ser o que vocês são!
É isso, a história tem o seu fim e agora cada um segue seu caminho.
De qualquer maneira, sabemos que não é um adeus definitivo e sim apenas um “até breve!”
Levo comigo, pro resto da vida um pedacinho de cada um de vocês! Obrigada por absolutamente tudo! Amo vocês pra sempre!

“A gente se deu tão bem
Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim

(…)

Espero o dia que vem
Pra ver se te vejo
E faço o tempo esperar como esperei
A eternidade se passar nos dois segundos sem você
Agora eu já nem sei
Se hoje foi anteontem
Me perdi lembrando o teu olhar
O meu futuro é esperar pelo presente de fazer
O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Distante é devagar
Perto passa bem depressa assim
E o tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim”

O tempo – Móveis Coloniais de Acaju

ADRIANA CAPORAL

Costumo brincar com meus colegas dizendo que quando comecei a trabalhar aqui no colégio, ainda era uma menina.  O que não deixa de ser verdade!!  Não tinha muita experiência, mas uma vontade enorme de aprender!!! E foi o que aconteceu e ainda continua acontecendo ao longo desses quase 20 anos de trabalho. Aprendi com a direção, coordenadores, professores e principalmente com meus alunos, a cada dia ser melhor, não do que os outros, mas procurar me superar e tentar fazer me superar, sempre com carinho, dedicação e amor. A palavra acomodação está fora do nosso dicionário, estamos em constante mudança e atualização. Além disso, estamos alinhados com nossos valores e me sinto confortável em trabalhar num local onde falamos a mesma língua e temos o mesmo propósito – “Educar”.

LUÍS OTÁVIO TARGA

Que saudades da minha época de estudante! Eu tenho um carinho muito grande por essa escola, aqui fiz meus melhores amigos e construí grande parte do que sou hoje. O que eu aprendi aqui não tem valor, não se pesa e muito menos se escreve. A relação entre os professores e os alunos sempre foi o diferencial, uma relação de orientação e afeto. A partir daí não demorou muito para eu perceber que gostaria de ser professor. Passei numa ótima faculdade, me formei e entrei para equipe de professores. Hoje, eu vejo diariamente o quanto os professores se preocupam com cada aluno. Tenho muito orgulho de trabalhar numa escola onde a formação é mais importante que a informação.

CLÁUDIA PASCOTTO DE ARAÚJO

Por que eu gosto de trabalhar no Vértice? Primeiro, porque amo a minha profissão. Segundo, porque encontro, no Vértice, respostas para minhas vocações: ordem, disciplina, competência e eficiência

RODOLFO IGLESIAS

O Colégio Vértice abriu meus olhos para o mundo, para o conhecimento. Com isso, passei a ver tudo de forma diferente, mais crítica, o que é fundamental para nossa sobrevivência. E foi graças à interdisciplinaridade proporcionada pelas aulas e pelos projetos do Colégio, que meu interesse pela ciência foi aflorado. Hoje sou Doutor em Filosofia da Neurociência e tenho meu trabalho reconhecido mundialmente.

ANA FLÁVIA PIMENTA FRANCO

Vértice: a melhor escolha. Desde a 6ª série do Ensino Fundamental estudei nessa escola e agora já me formei. Foram anos inesquecíveis, lógico que com algumas crises, mas nesse tempo pude aprender não só o conteúdo, mas acima de tudo a ser uma pessoa melhor.